Só uma vida dedicada aos outros merece ser vivida.(Einstein)



The lord is my shepherd There is nothing I shall want!



"Mesmo sem me perguntar se posso, mesmo sem saber se me apetece, Senhor, quero o que Tu queres" (Madeleine Delbrêl)



Sexta-feira, 26 de Dezembro de 2008

Santo Estêvão


Depois do cumprimento da promessa de Jesus, o derramamento do Espírito Santo no dia de Pentecostes, os discípulos formaram as primeiras comunidades cristãs, nelas, se vivia o principio da caridade cristã, e se colocava tudo em comum.Com o crescimento da comunidade, os apóstolos confiaram o serviço da assistência diária a sete ministros da caridade, chamados diáconos, entre eles, sobressaía Estevão, homem de fé, cheio de graça e força, possuía um grande zelo pelo anúncio da Boa Nova. Santo Estêvão, o primeiro mártir da Igreja nascente, jamais renunciou a Deus e, sendo levado para fora da cidade, foi apedrejado. Diante da chuva de pedras que caía sobre ele, dobrou o joelho e pronunciou as mesmas palavras de perdão do seu mestre: "Senhor, não lhes imputes este pecado". Santo Estevão, rogai por nós!

Mensagem de natal de D José, Arcebispo de Évora


Não há outra quadra festiva que exerça tanto fascínio na mente das crianças, dos jovens e dos adultos de todas as idades como o Natal. Mas nem sempre pelas melhores razões.É que à volta do Natal entrecruzam-se múltiplas motivações de carácter económico e comercial, cultural e artístico, religioso e social. Por isso, ele começa a ser anunciado e preparado com tanta antecedência pelos meios de comunicação social, que incentivam, persistentemente, ao consumismo, com recurso às mais sofisticadas técnicas publicitárias, criadas para adormecer as consciências e mover as vontades na direcção desejada. A sede do consumismo chega a ser avassaladora. E, quando está aliada com ideologias agnósticas e laicas, os seus efeitos tornam-se deletérios em relação ao Natal que, sendo uma festa cristã, corre o risco de se paganizar, deslizando apenas para uma festa de família ou para a época das compras e dos presentes. Os cristãos precisam de estar atentos a estas mentalidades, que se vão arraigando no espírito das novas gerações. Sirva de exemplo o caso daquele pai que, depois de se ter esforçado por fazer compreender aos seus filhos, ainda crianças e adolescentes, o sentido cristão do Natal, ouviu da boca de uma das suas filhas: sim, meu pai, mas o melhor do Natal são os presentes. A mentalidade consumista baseia-se no princípio da abundância material, promove o egoísmo e gera desinteresse pelos mais carenciados da sociedade, em oposição ao sentido genuíno do Natal. Pois, o nascimento de Jesus fala-nos de ternura, de partilha, de amor, de humildade e de salvação da humanidade decaída no pecado. Como podemos ler na carta de S. Paulo a Tito, seu estimado discípulo, com o nascimento de Jesus em Belém, manifestou-se a graça de Deus, que nos ensina a viver com moderação, justiça e piedade, no mundo actual (2,11). A graça de Deus manifestou-se como Palavra encarnada em Jesus Cristo. Adquiriu um rosto. Pode ser escutada por ouvidos humanos e pode ser tocada por mãos suplicantes. Manifestou-se como luz intensa que rasga as trevas do pecado e do mal para iluminar os caminhos da humanidade, pondo a descoberto os erros e os perigos que espreitam na berma da estrada. A Palavra de intensa luz, que encarnou no seio de Maria e se manifestou em Belém, ensina-nos a viver com moderação, com justiça e com piedade. É por isso que, da humildade do presépio onde nasceu, Jesus continua a fazer-nos um veemente apelo à moderação no modo de pensar e de viver, combatendo os excessos desregrados, para que, nesta época de crise económica, os mais carenciados também possam ter, na mesa da abundância, o lugar a que têm direito, no âmbito da saúde, da habitação, da educação, do trabalho e das condições mínimas para um estilo de vida saudável. Numa sociedade em que são frequentes os atropelos à justiça, pela distorção das leis e pelo retardamento culposo da sua correcta aplicação, a mensagem que brota do presépio continua a dirigir-se aos homens de boa vontade, para que unam o seu saber e os seus esforços, no restabelecimento da paz e da justiça, empenhando-se na erradicação da pobreza, na promoção da ecologia, no combate à fraude e à exploração vergonhosa dos pobres e dos inocentes. Quando a hipocrisia domina muitas das relações institucionais e o isolamento e a solidão afectam uma parte considerável da nossa população, é urgente que aprendamos com Jesus Cristo a reinventar um novo estilo de relação interpessoal. Ele, que sempre estabeleceu relações autênticas de amor, de beleza e de bondade com o Pai e com todos quantos a Ele recorriam, convida-nos a viver a piedade, no seu sentido mais genuíno, tanto em relação a Deus como em relação aos nossos semelhantes, substituindo o ritualismo e a hipocrisia pela autenticidade, de forma que as palavras encontrem eco nas atitudes e estas sejam reforçadas pelos actos praticados. Sentindo-me unido a todos os diocesanos, particularmente aos que sofrem ou se encontram em provação, desejo que todos saibam escutar a mensagem libertadora que brota do presépio e por ela a prendam a viver com moderação, justiça e piedade. Natal de 2008 +José, Arcebispo de Évora

Sábado, 20 de Dezembro de 2008

Natal


1. Ressoa nesta noite, antigo e sempre novo o anúncio do Natal do Senhor. Ressoa para quem está alerta, como os pastores de Belém há dois mil anos; ressoa para quem aderiu ao apelo do Advento e permanecendo atento, está pronto a acolher a mensagem feliz que canta a liturgia: «Hoje nasceu o nosso Salvador».Vigia o povo cristão; vigia o mundo inteiro, nesta noite de Natal que se une àquela memorável noite do ano passado, quando foi aberta a Porta Santa do Grande Jubileu, Porta da graça aberta de par em par para todos.2. É como se a Igreja, em cada dia do Ano jubilar, jamais tivesse cessado de repetir: «Hoje nasceu o nosso Salvador». Este anúncio, que possui uma força inesgotável de renovação, ecoa nesta noite santa com particular vigor: é o Natal do Grande Jubileu, memória viva dos dois mil anos de Cristo, do seu nascimento prodigioso, que marcou o novo início da história. Hoje «o Verbo fez-Se homem e habitou entre nós» (Jo 1,14).«Hoje». Nesta noite, o tempo abre-se ao eterno, pois Vós, ó Cristo, nascestes entre nós vindo do alto. Do seio de uma Mulher, de todas a mais bendita, Vós viestes à luz, «Filho do Altíssimo». A vossa santidade santificou de uma vez por todas o nosso tempo: os dias, os séculos, os milénios. Com o vosso nascimento, fizestes do tempo um «hoje» de salvação.3. «Hoje nasceu o nosso Salvador».Celebramos nesta noite o mistério de Belém, o mistério de uma noite singular que está, de certa forma, no tempo e para além do tempo. No seio da Virgem nasceu um Menino, uma manjedoura serviu de berço para a Vida imortal.Natal é a festa da vida, porque Vós, Jesus, vindo à luz como cada um de nós, abençoastes a hora do nascimento: uma hora que simbolicamente representa o mistério da existência humana, unindo a aflição à esperança, a dor à alegria. Tudo isto aconteceu em Belém: uma Mãe deu à luz; «veio ao mundo um homem» (Jo 16,21), o Filho do homem. Mistério de Belém!4. Com grande emoção interior, recordo os dias da minha peregrinação jubilar na Terra Santa. Volto com a mente àquela gruta onde tive a graça de permanecer em oração. Beijo em espírito aquela terra bendita onde germinou para o mundo a alegria imperecível.Penso, com apreensão, nos Lugares santos e, especialmente, na cidade de Belém, onde, infelizmente, devido à difícil situação política, não poderão ter lugar, com a solenidade de costume, os sugestivos ritos do Santo Natal. Gostaria que nesta noite aquelas comunidades cristãs sentissem a plena solidariedade de toda a Igreja.Estamos unidos convosco, caríssimos Irmãos e Irmãs, por uma oração particularmente intensa. Partilhamos o vosso temor pela sorte da toda a região médio-oriental. Queira o Senhor escutar a nossa invocação! Desta Praça, centro do mundo católico, ressoe uma vez mais, com renovado vigor, o anúncio dos anjos aos pastores: «Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens do Seu agrado» (Lc 2,14).A nossa confiança não pode vacilar, como também não pode faltar o assombro por aquilo que estamos a comemorar. Hoje nasce Aquele que dá a paz ao mundo.5. «Hoje nasceu o nosso Salvador».O Verbo chora numa manjedoura. Chama-se Jesus, que significa «Deus salva», porque Ele «salvará o povo dos seus pecados» (Mt 1,21).Não é num palácio no que nasce o Redentor, que vem a instaurar o Reino eterno e universal. Nasce num estábulo e, permanecendo entre nós, acende no mundo o fogo do amor de Deus (cf. Lc 12,49). Este fogo nunca mais se apagará.Possa este fogo arder nos corações como chama de caridade activa, que dê acolhimento e apoio a tantos irmãos provados pela necessidade e pelo sofrimento!6. Senhor Jesus, que contemplamos na pobreza de Belém, fazei-nos testemunhas do vosso amor, daquele amor que Vos levou a despojar-Vos da glória divina, a fim de nascer entre os homens e morrer por nós.Enquanto o Grande Jubileu entra na sua fase final, infundi em nós o Vosso Espírito, para que a graça da Encarnação suscite em todo o crente o empenho por uma correspondência mais generosa à vida nova recebida no Baptismo.Fazei que a luz desta noite, mais brilhante que o dia, se difunda no futuro e oriente os passos da humanidade no caminho da paz.Vós, o Príncipe da paz, Vós, o Salvador nascido hoje por nós, caminhai com a vossa Igreja, pela estrada que diante dela se abre no novo milénio.
João Paulo II


retirado do blog: cinais do céu.

Quarta-feira, 17 de Dezembro de 2008

Leitura do Livro do Génesis


Naqueles dias,Jacob chamou os seus filhos e disse-lhes:«Reuni-vos e escutai, filhos de Jacob.escutai Israel, vosso pai.Judá, os teus irmãos hão-de louvar-te,a tua mão pesará sobre a cabeça dos teus inimigose os filhos de teu pai hão-de inclinar-se diante de ti.Judá, tu és um leão novo:voltaste, meu filho, com a tua presa.Ele dobra o joelho e deita-se como o leão,ou como a leoa: quem o fará levantar-se?O ceptro não se afastará de Judá,nem o bastão de comando de entre os seus pés,até que venha Aquele a quem pertencee a quem os povos hão-de obedecer».

Segunda-feira, 15 de Dezembro de 2008

Reflexão do dia

Com que autoridade fazes isto?Que importava aos fariseus que Jesus fosse ou não filho de Deus? (Importava mas para o destruir.) Nunca o coração deles se importou com a verdade acerca de Jesus. E, por isso, Jesus fechou-se-lhes. Também os Homens de boa vontade se nos fecharão se pressentirem que não lhes transmitimos o que nos esforçamos por viver. E ficaremos com a responsabilidade de termos fechado corações!


Já tinha reparado nisso?

S. João da Cruz


S. João da Cruz, presbítero e doutor da igreja, nasceu em Fontiveros, província de Ávila (Espanha) pelo ano de 1542. Depois de ter passado algum tempo na Ordem dos Carmelitas, foi o primeiro entre os seus irmãos de Religião que, a partir de 1568, persuadido por Santa Teresa de Jesus, se declarou a favor da reforma da sua Ordem, e suportou, por isso, inumeráveis sofrimentos e trabalhos. Morreu em Úbeda no ano 1591, com grande fama de santidade e sabedoria, de que dão testemunho os seus escritos espirituais.

Quarta-feira, 10 de Dezembro de 2008

Amai-vos uns aos outros...

A iniciativa de amar é de Deus: é Ele quem nos ama primeiro e nos convida ao amor. Somente experimentando o amor é que a humanidade poderá experimentar, ainda que limitadamente, quem é Deus. Amar é tocar no mistério da divindade aberto definitivamente à humanidade pelo amor doado por Deus à criação.
Em Jesus Cristo, Deus mostra a capacidade humana de amar. O Filho, encarnado e feito homem para suportar a limitação humana, faz de sua vida uma vida inteira de amor ao outro e ao Pai. E nos ensina a viver no amor: “como o Pai me amou, assim também eu vos amei.” (Jo15, 9) e, mais adianta, “amai-vos uns aos outros como eu vos amei.” (Jo 15, 12).
Esta é sem duvida a melhor mensagem que pode existir para este natal para o advento, que e o tempo de esperar a vinda do senhor que nos dará amor.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus


Naquele tempo, Jesus exclamou:«Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do céu e da terra,porque escondeste estas verdades aos sábios e inteligentese as revelaste aos pequeninos.Sim, Pai, Eu Te bendigo,porque assim foi do teu agrado.Tudo Me foi dado por meu Pai.Ninguém conhece o Filho senão o Paie ninguém conhece o Pai senão o Filhoe aquele a quem o Filho o quiser revelar.Vinde a Mim,todos os que andais cansados e oprimidos,e Eu vos aliviarei.Tomai sobre vós o meu jugoe aprendei de Mim,que sou manso e humilde de coração,e encontrareis descanso para as vossas almas.Porque o meu jugo é suave e a minha carga é leve».
Palavra da salvação

Segunda-feira, 8 de Dezembro de 2008

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas


Naquele tempo,o Anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia chamada Nazaré,a uma Virgem desposada com um homem chamado José.O nome da Virgem era Maria.Tendo entrado onde ela estava, disse o Anjo:«Ave, cheia de graça, o Senhor está contigo».Ela ficou perturbada com estas palavrase pensava que saudação seria aquela.Disse-lhe o Anjo:«Não temas, Maria,porque encontraste graça diante de Deus.Conceberás e darás à luz um Filho,a quem porás o nome de Jesus.Ele será grande e chamar-Se-á Filho do Altíssimo.O Senhor Deus Lhe dará o trono de seu pai Davidreinará eternamente sobre a casa de Jacobe o seu reinado não terá fim».Maria disse ao Anjo:«Como será isto, se eu não conheço homem?».O Anjo respondeu-lhe:«O Espírito Santo virá sobre tie a força do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra.Por isso o Santo que vai nascer será chamado Filho de Deus.E a tua parenta Isabel concebeu também um filho na sua velhicee este é o sexto mês daquela a quem chamavam estérilporque a Deus nada é impossível».Maria disse então:«Eis a escrava do Senhorfaça-se em mim segundo a tua palavra».
Palavra da salvação.

Imaculada Conceição


Mais do que qualquer outro tempo do Ano Litúrgico, o Advento é tempo de Maria, pois é nele que A vemos em mais íntima relação com o Seu filho, ao Qual está unida «por vínculo estreito e indissolúvel» (LG. 53).Se o Senhor veio ao meio dos homens, se Ele vem ainda, é por meio de Maria. N’Ela se cumpre, na verdade, o mistério do Advento.Embora a Imaculada Conceição seja um dogma da igreja Católica Romana na sua origem e no seu princípio, a Solenidade da Imaculada Conceição, que vem do século XI, não nos apareça em ligação com o Advento, contudo ela é uma verdadeira festa do Advento. Ela é a aurora que precede, anuncia e traz em si o Dia novo, que está para surgir no Natal.Enaltecendo a Virgem Maria, esta Solenidade, em vez de nos desviar do Mistério de Cristo, leva-nos, pelo contrário, a exaltar a obra da Redenção, ao apresentar-nos Aquela que foi a primeira a beneficiar dos seus frutos, tornando-se a imagem e o modelo segundo o qual Deus quer refazer o rosto da Humanidade, desfigurado pelo pecado.Assim como na aurora se projecta a luz do sol, de cujos raios ela tira a vida, assim em Maria Imaculada se reflecte o poder do Salvador que está para vir: a Seus méritos Ela deve, com efeito, o ter sido «remida de modo mais sublime» (LG. 53).

Domingo, 7 de Dezembro de 2008

Leitura II. Carta de S. Pedro 3,8-14.


Mas há uma coisa, caríssimos, que não deveis esquecer: um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos, como um só dia.Não é que o Senhor tarde em cumprir a sua promessa, como alguns pensam, mas simplesmente usa de paciência para convosco, pois não quer que ninguém pereça, mas que todos se convertam.Porém, o Dia do Senhor chegará como um ladrão: os céus desaparecerão com estrondo, os elementos do mundo abrasados dissolver-se-ão, assim como a terra e as obras que nela houver.Uma vez que todas as coisas serão assim destruídas, como deve ser santa a vossa vida e a vossa piedade,enquanto esperais e apressais a chegada do dia de Deus, quando os céus, a arder, se desintegrarem e os elementos do mundo, com o ardor do fogo, se derreterem!Nós, porém, segundo a sua promessa, esperamos uns novos céus e uma nova terra, onde habite a justiça.Portanto, caríssimos, enquanto esperais estes acontecimentos, esmerai-vos para que Ele vos encontre imaculados, irrepreensíveis e em paz.

Sexta-feira, 5 de Dezembro de 2008

São Geraldo


Dos santos que o nosso calendário faz referencia hoje, apenas vou referir um, são Geraldo, que nasceu na Gália, de nobre família; professou no mosteiro de Moissac onde desempenhou os cargos de bibliotecário, mestre dos oblatos e cantor. O bispo Bernardo de Toledo conseguiu levá-lo para a sua catedral para aí exercer as funções de mestre e de cantor. Eleito bispo de Braga, exerceu grande actividade na reorganização da diocese, na promoção da vida monástica, na reforma litúrgica e pastoral, bem como na aplicação da disciplina eclesiástica. Morreu a 5 de Dezembro de 1108.

Quinta-feira, 4 de Dezembro de 2008

Dia de são João Damasco


Celebramos hoje o dia de são João Damasco, que nasceu em Damasco na segunda metade do século VII, oriundo de uma família cristã.
Grande conhecedor da filosofia, entrou no mosteiro de S. Sabas, perto de Jerusalém, e foi ordenado sacerdote. É considerado o último representante da patrologia grega e equivalente oriental de Santo Isidoro de Sevilha, por suas obras monumentais como “A Fonte do conhecimento”. A sua actividade literária é multiforme: passeia com autoridade da poesia à liturgia, da eloquência à filosofia e à apologética. Morreu em meados do século VIII.

Quarta-feira, 3 de Dezembro de 2008

Dia de São Francisco Xavier



O Papa Pio X nomeou São Francisco Xavier como Patrono de todos os missionários porque foi sem dúvida um dos maiores missionários que existiram, sendo chamado com justa razão o "gigante da história das missões".
São Francisco começou a ser missionário aos 35 anos e morreu com apenas 46. Em onze anos percorreu a Índia (país imenso), o Japão e vários países mais. Seu desejo de ir ao Japão era tão grande que exclamava: "se não consigo navio, irei nadando". Foi um verdadeiro herói missionário.
O santo nasceu perto de Pamplona (Espanha) no castelo de Xavier, no ano 1506. Foi enviado a estudar a Universidade de Paris, e estando ali conheceu Santo Ignácio de Loyola com quem estabeleceu uma sólida e bonita amizade. Santo Ignácio lhe repetia constantemente a famosa frase do Jesus Cristo: "Do que serve a um homem ganhar o mundo inteiro, se perder a si mesmo?" E foi justamente esta amizade e as freqüentes conversas e intensas orações o que transformou por completo a São Francisco Xavier, quem foi um dos sete primeiros religiosos com os quais Santo Ignácio fundou a Companhia de Jesus ou Comunidade de Padres Jesuítas.
Seu grande desejo era poder ser missionário e converter a grande nação chinesa. Mas nesse lugar estava proibida a entrada aos brancos da Europa. Ao fim conseguiu que o capitão de um navio o levasse a ilha deserta de São Cian, a 100 quilômetros de Hong - Kong, mas ali o deixaram abandonado, adoeceu-se e consumido pela febre, morreu em 3 de dezembro de 1552, pronunciando o nome do Jesus, a idade de 46 anos.
Anos mais tarde, seus companheiros da congregação quiseram levar seus restos a Goa, e encontraram seu corpo incorrupto, conservando-se assim até nossos dias. São Francisco Xavier foi declarado santo pelo Sumo Pontífice em 1622 junto com a Santa Teresa, Santo Ignácio, São Felipe e São Isidro.

Segunda-feira, 1 de Dezembro de 2008

A.D.V.E.N.T.O.

Achei interessante então quis partilhar convosco!
Boa leitura.

A.no novo
Com o Advento inicia-se o ano litúrgico, ou cristão. São, assim, distintos, os calendários que regulam a nossa vida: há o calendário civil, que começa em Janeiro; há o calendário escolar, que começo em Setembro. Começa também em Setembro o calendário político e, de certo modo, o calendário laboral, terminadas as férias de Verão.Agora, em Dezembro, iniciamos um novo calendário litúrgico. Este ano compreende também doze meses, no entanto não está dividido em quatro estações, mas em tempos de diferente duração. Neste calendário não manda o clima, nem se divide em solstícios e equinócios.No ano litúrgico manda a história das relações de Deus com os homens. O seu auge é a Páscoa ou o Tríduo Pascal com a celebração da morte e ressurreição do Senhor. Outro grande momento é o Natal, em que Deus, depois de Se fazer anunciar, monta a sua tenda entre nós. Finalmente, como coroação da Páscoa, aparece a grande festa de Pentecostes como dom de Deus para a Igreja de todos os tempos.

D.escida
O Advento é um tempo de preparação para a grande festa do Natal. Natal é descida, despojamento, esvaziamento. Desde a origem a Igreja sempre viu que o Filho de Deus ao incarnar‑se no seio de Maria aceitou os condicionamentos da natureza humana ferida pelo pecado. O nascimento de Jesus é uma abaixamento da glória, que tanto desce que será morto na Cruz.

V.ida
Deus não é um ser inerte, mas activo, quer na sua acção criadora e conservadora de quanto existe fora dele, quer na sua vida íntima.Ao expressar o conhecimento que tem de si mesmo, é como Pai que gera o Filho; e ambos se identificam no amor pessoal do Espírito Santo. Num excesso de amor gratuito, quis alargar a comunhão da vida trinitária a seres espirituais distintos de si, criando, por um lado, os anjos e, por outro, o homem feito à sua imagem e semelhança, elevando-o à condição de filho adoptivo. Esta nossa condição permite, com a luz da graça, chegar ao conhecimento da vida íntima de Deus e de nela participar.

E.sperançaO Antigo Testamento viveu a esperança como o cumprimento das promessas do Deus da Aliança nesta vida; a instalação na Terra Prometida.No Novo Testamento a esperança é focada sobretudo nas Cartas de S. Paulo.Salvos na Esperança (Romanos 8,24) é a segunda Carta Encíclica de Bento XVI dada oportunamente à Igreja no início deste Advento, para nos recordar que a grande escola da esperança é a oração.

N.ascimento
O Natal que nos aprestamos para celebrar é o natal ou nascimento de Jesus. Trata-se da vinda ao mundo e aparecimento entre os homens do Verbo Divino incarnado para salvação de todos. Rigorosamente, o momento da entrada do Filho de Deus na história dos homens deu-se com o SIM dito pela Virgem Maria aquando da Anunciação, que a Igreja celebra a 25 de Março, nove meses antes do NatalSegundo S. Lucas, o nascimento de Jesus aconteceu em Belém de Judá, a terra do rei David, de cuja linhagem era José, o esposo de Maria. O nascimento terá ocorrido no ano 6 ou 7 a.C.Depois da Páscoa, que celebra o mistério da Redenção, o maior dia festivo do Ano Litúrgico é o Natal. A sua celebração é preparada pelo tempo do Advento, polarizado pela figuras bíblicas de Isaías, João Baptista e Virgem Maria.

T.abernáculo
Tabernáculo era o nome dado à tenda da Aliança ou da revelação, verdadeiro santuário de Israel durante a caminhada no deserto, na qual Jahvé se manifestava a Moisés. Constava do Santo, lugar onde se encontrava a mesa com os pães da propiciação, e do Santo dos Santos, onde se encontrava a Arca da Aliança.Na liturgia católica significa o sacrário, que muitas vezes é construído sob a forma de tenda.Espiritualmente, afirmamos que o seio virginal de Maria foi o tabernáculo mais puro onde repousou Jesus, Pão de vida.

Ó., Nossa Senhora do
Nossa Senhora do Ó é o título dado a Maria no mistério da Expectação, a que correspondia a mais antiga festa de Nossa Senhora celebrada na Península Ibérica, desde o séc. VII até à reforma do calendário litúrgico de 1960.O “Ó” do título vem das antífonas de Vésperas e da aclamação do Evangelho das missas de 17 a 24 de Dezembro, todas elas ainda hoje começadas por este apelo à vinda do Salvador.A Virgem grávida, esperando o natal de Jesus, é o melhor modelo de vivência do Advento.

(As entradas deste texto inspiram-se em grande parte na Enciclopédia Católica de D. Manuel Franco Falcão.)

Advento

Advento provém do latim “Adventus”que significa "chegada", ou seja a chegada de Jesus Cristo, é também o primeiro tempo do ano liturgico, este período de tempo é para todos nos um momento de forte mergulho na liturgia e na mistica cristã, é tempo de espera e esperança, de estarmos atentos e vigilantes, preparando-nos alegremente para a vinda do Senhor.
O Advento começou nas vésperas do Domingo 30 de Novembro e vai até as primeiras vésperas do Natal de Jesus contando quatro domingos.
Esse tempo possui ainda duas características, nas duas primeiras semanas, a nossa expectativa se volta para a segunda vinda definitiva e gloriosa de Jesus Cristo, Salvador e Senhor da história, no final dos tempos. As duas últimas semanas, dos dias 17 a 24 de Dezembro, visam em especial, a preparação para a celebração do Natal, a primeira vinda de Jesus entre nós. Por isto, o Tempo do Advento é um tempo em que vivemos o arrependimento e promovemos a fraternidade e a Paz.