Dá-nos o ânimo para ultrapassarmos a nossa aridez
Para muitos de nós este é um tempo de carestia.
De austeridade.
Para alguns, de mesas envergonhadamente vazias.
Noutros pontos do mundo
de crianças a morrerem de fome.
Sempre tiveste, Senhor,
um olhar de predilecção pelos que nada têm
ou, como a viúva de Serepta, apenas um punhado de farinha.
És o Senhor da vida e não queres que nos sentemos no deserto
à espera da morte.
Dá-nos o ânimo para ultrapassarmos a nossa aridez,
enchermos as almotolias de azeite
e sempre aguardarmos o dia em que
a vossa chuva generosa desça sobre a face da terra.
Que possam germinar as nossas sementes de pão e alegria
para abundantemente as podermos repartir
por todos os que à nossa volta sentem o peso do vazio.
Que nos inunde a Tua vida Plena
num mês de Outono em que impera o discurso da morte.
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