Viva lá vida
Sábado, 6 de Agosto de 2011
Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
mas não esqueço de que a minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá a falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e
se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar
um oásis no recôndito da sua alma .
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um 'não'.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo...
Sim como Fernando Pessoa, vou guardando essas pedras é um dia sei que sobre elas e com elas edificarei um castelo que sou eu, pois afinal de contas Senhor quero que a minha vida seja Tua, seja vivida para Ti, de forma humilde quero apenas “ser o que Tu queres mesmo sem saber se posso mesmo sem saber se quero” Deus trino a única coisa que quero é amar-Te com todas as minhas forças mesmo que débeis…
Sexta-feira, 3 de Junho de 2011
Domingo, 22 de Maio de 2011
Porque o mata-mos nós, em nós...
Ao ler este excerto do sermão, fiquei inquieto como disse pela seguinte razão, dei conta que já nesta altura em que São Máximo pregava este sermão; ele exortava os fieis, a libertarem-se do pecado, dizia ele: “ O ladrão sobe ao Paraíso, os corpos dos Santos entram na cidade santa, os mortos voltam à região dos vivos, todos os elementos, por virtude da ressurreição de Cristo, se elevam a uma dignidade mais alta.”.
Sem sombra duvida um dos melhores e mais tocantes que já tive oportunidade de ler e meditar, a forma sucinta, com que o mesmo utiliza poucas palavras para descrever esta maravilha que é a ressurreição de cada um de nós, pela ressurreição de Cristo. Depois ainda terminando com brevíssimas palavras dizendo a cada um de nós que á semelhança dos irmãos do sec. V, também nós, nos dias de hoje não devemos ter medo, mas sim alegrar-nos neste dia, este que é o dia do Senhor; e depois ainda a forma magnifica que utiliza para exortar a cada um de nós, a não nós excluirmos, desta alegria por causa dos nossos pecados, conseguindo perceber-se que o mesmo diz ao excluirmo-nos desta alegria estamos a excluir Cristo, que padeceu e morreu na cruz por eles. Termina São Máximo dizendo: “ por mais pecador que cada um se sinta, ninguém deve este dia desesperar do perdão. Temos a nosso favor um valioso testemunho: se o ladrão mereceu o Paraíso, como não há-de merecer o perdão o discípulo de Cristo?”, por tanto caríssimos amigos se nós consideramos de Cristo, não deixemos que Ele morra em nós pelos nossos pecados afinal de contas Ele não deu a vida se não para que nós a tenhamos em abundância, mesmo que muitos sejam os nossos pecados…
Por isso convertemos também nós o nosso coração e peçamos perdão pelos nossos erros.
Terça-feira, 26 de Abril de 2011
Aceitar,...a nossa verdade mais profunda...
Que fazer diante da maravilhosa vida de Jesus, da sua morte e Ressureição?
converter-se. Abandonar o estilo antigo de viver. Aderir com entusiasmo à causa de Jesus.
Baptizar-se. Aceitar, como Jesus, que a nossa verdade mais profunda é que somos filhos amados por Deus.
Pecados perdoados. Fazer a experiência que o mal que antes nos dominava, já não tem poder sobre nós.
Obrigado, Senhor, pelo meu baptismo.
Em nome do Pai criador fui batizado.
Em nome do filho salvador fui lavado.
Em nome do Espirito de amor fui purificado.
Obrigado, Senhor, pela minha vida nova.
Segunda-feira, 25 de Abril de 2011
Tempo de alegria de nova esperança…
Esta notícia, que Jesus derrotou a morte, o pecado e o mal, é importante.
Por isso, as mulheres correram para a partilhar.
Talvez tivessem outros planos para esse dia. Mas descobriram que não há nada mais urgente, nada mais decisivo, do que dizer a outros a imensa alegria que sentem dentro, ao descobrirem que o Senhor está vivo.”

“Senhor, dá-me a alegria de Te encontrar,
vivo e ressuscitado, na minha vida.
Tira as lágrimas dos meus olhos,
e mostra-me o caminho da fé e da alegria.”
E tu que esperas para correr a anunciar aos outros, que o teu Senhor, não esta já morto ressuscitou, da morte, do nosso pecado, da nossa tristeza… E agora é tempo de alegria de nova esperança…
(com base no livro "Rezar na Páscoa")
sempre que possa reflexões do genro,
no sentido de vos ajudar a rezar...
abraço-vos nEle... :)
Sexta-feira, 15 de Abril de 2011
Hoje rezo assim…
Domingo, 3 de Abril de 2011
Renascer Contigo…
Perdoa-me as vezes que pelo pecado me afasto de Ti; Pelo meu egoísmo, pelo querer que tudo gire a minha volta e em função de mim; Pelas vezes em que deixo de olhar o meu irmão, lembrando-me que ele é Tua imagem, Tua presença em mim; Perdoa-me pelas vezes em que não ouço, e esqueço os conselhos daqueles que pela sua experiencia me indicam caminhos, que me levam ao Teu encontro;
A Quaresma vai agora pelo meio, muito já foi falado, reflectido, mas terá tudo isso ecoado no meu coração como deveria?
Hoje detive-me nesta questão, e comecei a reparar que a grande maioria do tempo, tenho-o ocupado com futilidades, que em nada me ajudam a crescer, a ir ao Teu encontro, ao encontro daquilo que queres de mim! Ao mesmo tempo ainda, olho e vejo, que nada e tempo perdido, e nunca e tarde para começar, portanto Senhor concede-me a graça de que renovado pela tua misericórdia, retome o caminho, mas agora com mais entusiasmo, aquele que é necessário a alguém que como eu, quer o que Tu queres, para além de tudo o que por causa disso, tenha que deixar para traz. Dá-me forças para caminhar, para que um dia possa dizer como São Paulo “já não sou eu que vive, é Cristo que vive em mim”. Ajuda-me Te peço, a fazer desta Quaresma, o tempo que ela deve de ser verdadeiramente, o tempo em que morro pró pecado, e renasço para vida Contigo…
Sexta-feira, 1 de Abril de 2011
Atenção
Quinta-feira, 31 de Março de 2011
Sou-te
Abraço
Sábado, 26 de Março de 2011
Onde, Senhor, me queres levar?
O evangelho de hoje tocou-me de forma especial, pela forma como me apresenta este Deus misericordioso, cheio de amor, na forma como ali me mostra o filho novo que se afasta do Pai por fazer o mal, e o filho mais velho que se afasta do Pai pela forma como julga os outros.
É sem duvida magnânima a forma como este Deus se apresenta, e é de facto para cada um de nós, um Deus que olha para todos de forma idêntica, e da mesma forma, perdoa a cada um, como dizia a primeira leitura “apaga de nós os pecados”.
É este realmente o Deus que amo!
Um Deus que para além de misericordioso para com todas as vezes que dEle me afasto pelos meus pecados, Ele vem ao meu encontro, mostrando-me caminhos, caminhos que me levam a construção da minha vida no seu amor.
E pergunto-me eu:
-Quererei eu continuar a fazer o mal na medida em que me afasto dEle?
-Quererei eu continuar a olhar para os outros e julga-los na medida em que me afasto dEle?
-Não quererei eu tomar o gosto destes caminhos que Ele me apresenta, seguir por eles na Sua companhia?
-Não quererei eu de vez me afastar, de tudo aquilo que me afasta dEle?
Senhor hoje te peço que me dês a graça,
de caminhar contigo a teu lado,
não me deixes vacilar,
ainda que grande seja a tua misericórdia.
Não me deixes caminhar,
pelos caminhos que me levam para longe de ti…
Ajuda-me Te peço Senhor,
a ganhar forças para esta caminhada.
com um abraço deste amigo TFS
Quinta-feira, 24 de Março de 2011
Nem tudo é poema
De palavras de amor,
Parece até as vezes dilema
Quando me ponho a compor,
Junto letras que rimem
Que me mostrem sua cor,
Parecem não ter hímen,
Que as faça unir
E as vezes por insistência
Parecem querer fufir…
Telmo F. Seco
Quarta-feira, 23 de Março de 2011
Viagem de Navio...

Estou portanto a caminhar, ou pelo menos a tentar; como caminho? De muitos modos, mas acima de tudo esforçando-me por conseguir ser e viver plenamente aquilo que Ele quer de mim.
Estamos na Quaresma tempo propicio para purificar a minha vida para sair de vez deste banho imenso onde estive afugentado pelos meus gestos, acções no fundo pecados que me levaram a caminhar para este precipício, é tempo então para agarrar este dom que é a vida e purificado renascer nesta Páscoa tocado pela energia da ressurreição de Cristo, e tempo de me abrir a alegria e esperança que vem do coração de Cristo.
E tu de que esperas?...
Grandioso Dom...
Senhor Jesus Cristo, luz que a minha vida dá claridade, dá-me a oportunidade de recomeçar esta caminhada que é a vida, recomeça-la com animo, fulgor e entusiasmo próprio deste dom imenso que me dás… Terça-feira, 22 de Março de 2011
...
Saúda a madrugada, confiante de que tens tudo o que precisas para ser tudo o que quiseres. Acolhe os outros, não te mostres cansado…espera Dons, não te sentes à espera de problemas.
É verdade que Deus trabalha de uma forma surpreendente. Repara nas coisas que se encaixam perfeitamente, na verdade a despontar, na cura a acontecer. Acredita nos milagres de cada dia.
A verdade é que confias no sol, na lua e nas marés. Acreditas que Deus tem um plano para fundir o dia com a noite e para alternar as estações do ano…não haveria ele de ter também um plano para ti?
Poderei fazer deste dia um dia melhor? Impossíveis respondem alguns…há pessoas com um catálogo de impossibilidades enorme..."
Sexta-feira, 4 de Março de 2011
Segunda-feira, 28 de Fevereiro de 2011
Terça-feira, 22 de Fevereiro de 2011
Segunda-feira, 3 de Janeiro de 2011
"As Palavras Caladas"
Sábado, 25 de Dezembro de 2010
Verbo!
A boa nova a anunciar
Uma estrela no céu,
Deus mandou para te guiar.
E um lugar digno te deu
De tudo despido de riqueza
Lá Jesus nasceu
Ele pleno sinal de pureza.
Maria tu deste a luz
O filho de Deus nosso irmão
Cristo Jesus
O caminho para salvação
Pastores para lá se guiaram
Com ofertas para dar
Por forte luz se seduziram
E menino foram adorar
Os reis já vinham,
E a muito a caminhar
Seguindo uma estrela
Para a Jesus poder chegar.
Presentes lhe traziam
Mirra, ouro e incenso
E o desejo de adorar
Jesus filho de Deus
O sinal de amor imenso!
Quinta-feira, 23 de Dezembro de 2010
Hoje outros, amanha tu!
O pescador o abandonou,
Porque ele envelheceu.
E nem sequer recordou,
O quanto ele lhe valeu!
Certo dia no areal o largou,
Como se ele já não fosse viver,
Mas ele ainda chorou,
Como quem queria dizer:
Afinal nunca me amou,
Este traiçoeiro pescador,
Apenas e só me causou,
No coração infinda dor!
A terminar este poema não quis deixar de partilha-lo, e ao memo tempo lançar o desafio a parares para pensar como seria se este barco fosses tu! Não te esqueças acolhe hoje os outros mesmo que no fim da sua vida, pois amanha o provável e que sejas assim também.
Quinta-feira, 9 de Dezembro de 2010
Quarta-feira, 24 de Novembro de 2010
Sábado, 20 de Novembro de 2010
Eu Creio / Amo-te
Creio em ti como rei,
espero em ti como pastor,
amo-te como pai.
Creio em ti como fonte,
espero em ti como rio,
amo-te como agua viva.
Creio em ti como Senhor,
espero em ti como Mestre,
amo-te como amigo.
Creio em ti como sol,
espero em ti como chuva,
amo-te como pão.
Creio em ti como Deus,
espero em ti como Salvador,
amo-te como irmão.
Creio em ti neste silêncio,
espero em ti nesta cruz,
amo-te nesta Igreja.
Creio em ti porque és,
espero em ti porque vens,
amo-te porque estás.
Sexta-feira, 12 de Novembro de 2010
Pensamento do dia!
Já a 2000 anos alguém o fez e foi feliz.
Gosto de sentir o peso do teu jugo!"
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Terça-feira, 9 de Novembro de 2010
Somos um, somos um, eu e tu...
"Adorar e Confiar"
- Se fazes favor … Cativa-me! – Acabou finalmente por pedir.
…
- Adeus…
- Adeus - despediu-se a raposa. – Agora vou-te contar o tal segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração.
O essencial é invisível para os olhos …
Ontem o dia foi mau mas acabou de uma forma magnifica algo inexplicável, com este texto do livro “ O Principezinho” que me pediram para ler e que è sem duvida o resumo reluzente disso mesmo, a primeira frase leva-me a lembrar aquilo que a dias tive oportunidade de ler no “ desabafos deste lugar” em que o autor escrevia: “ finalmente após alguma indecisão acabei por fazer aquele pedido, difícil mas que há muito me apetecia fazer”.
Depois a parte do adeus, bom essa nada posso escrever pois leva a algo muito mais profundo, e por fim a deliciosa frase “O essencial é invisível para os olhos” que frase esta meus caros, olhem esta e daquelas muito… profundas por tudo o que consegue nela encerrar!
Caros amigos seguidores desta blog a mensagem esta confusa mas porque não podia deixar de partilha-la mesmo assim convosco aqui a deixo então, fica ainda a musica do dia:
Mostra-me Senhor,
Os teus caminhos,
Os teus caminhos,
Para queira fazer,
Só o fora tua vontade!
Mostra-me Senhor.
Para alguém que compreenderá deixo isto: “São sentires partilhados que tocam o mais intimo do nosso coração”
Domingo, 7 de Novembro de 2010
Sábado, 6 de Novembro de 2010
Quinta-feira, 18 de Março de 2010
Palavra de Vida
Quantas vezes não sentimos a necessidade de uma ajuda? Mas, ao mesmo tempo, percebemos que a nossa situação não pode ser resolvida só por meios humanos! É então que, sem nos darmos conta, nos dirigimos a Alguém que sabe tornar possíveis até as coisas impossíveis. Esse Alguém tem um nome: é Jesus.
Ele disse:
«Em verdade vos digo: Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: "Muda-te daqui para acolá", e ele há-de mudar-se; e nada vos será impossível».
É evidente que a expressão "mudar as montanhas" não deve ser tomada à letra. Jesus não prometeu aos discípulos o poder de realizar milagres espectaculares, para impressionar as multidões. De facto, se formos procurar em toda a história da Igreja, não vamos encontrar – que eu saiba – nenhum santo que tenha deslocado montanhas com a fé. "Mudar as montanhas" é uma hipérbole, uma maneira de falar propositadamente exagerada, para inculcar no espírito dos discípulos a ideia de que nada é impossível à fé.
De facto, todos os milagres que Jesus realizou – directamente, ou através dos seus discípulos – fê-los sempre em função do Reino de Deus, do Evangelho, ou da salvação dos homens. Deslocar uma montanha não serviria para este objectivo. A comparação com o "grão de mostarda" indica que Jesus não nos pede uma fé maior ou mais pequena. Pede-nos, sim, uma fé autêntica. E aquilo que caracteriza uma fé autêntica é o facto de nos apoiarmos unicamente em Deus e não nas nossas capacidades pessoais.
Se nos surgir uma dúvida ou uma hesitação na fé, isso significa que a nossa confiança em Deus não é ainda completa: temos uma fé muito fraca e pouco eficaz, que ainda se apoia nas nossas forças e na lógica humana. Pelo contrário, quem confia inteiramente em Deus, deixa que seja Ele mesmo a agir e... a Deus nada é impossível.
A fé que Jesus quer dos discípulos é precisamente aquela atitude cheia de confiança que permite que o próprio Deus manifeste o Seu poder. E esta fé, que consequentemente desloca montanhas, não está reservada só a pessoas excepcionais. É acessível a qualquer crente e é um dever para todos nós.
«Em verdade vos digo: Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: "Muda-te daqui para acolá", e ele há-de mudar-se; e nada vos será impossível».
Pensa-se que Jesus disse estas palavras, aos seus discípulos, quando estava para os enviar em missão. É fácil perder a coragem e assustar-se quando se tem a consciência de ser um pequeno rebanho mal preparado, sem talentos especiais, perante multidões imensas a quem é preciso levar a verdade do Evangelho. É fácil desanimar diante de pessoas cujos interesses são tudo menos o Reino de Deus.
Parece uma tarefa impossível.
É então que Jesus garante aos seus que, com a fé, "mudarão as montanhas" da indiferença, do desinteresse de todos.
Se tiverem fé, nada lhes será impossível. Esta frase, além disso, pode ser aplicada a todas as outras circunstâncias da vida, desde que se orientem para o progresso do Evangelho e para a salvação das pessoas.
Às vezes, perante dificuldades intransponíveis, pode surgir a tentação de não nos dirigirmos sequer a Deus. A lógica humana sugere: não é preciso, de que é que adianta?...
É para esses casos que Jesus nos exorta a não perdermos a coragem e a dirigirmo-nos a Deus com confiança. De um modo ou de outro Ele vai ajudar-nos.
Foi o que aconteceu com a Lella.
Havia alguns meses que começara, cheia de esperança, o seu novo trabalho na Bélgica, com o povo flamengo. Mas agora sentia-se oprimida por um sentimento de desânimo e de solidão. Parecia que entre ela e as colegas, com quem trabalhava e vivia, se tinha erguido uma barreira intransponível.
Sentia-se isolada, estrangeira, no meio daquela gente, que gostaria de servir simplesmente com amor. E isto porque tinha que falar uma língua que não era a sua nem a de quem a ouvia. Tinham-lhe dito que na Bélgica toda a gente falava francês. E ela foi aprendê-lo. Mas, quando entrou em contacto directo com aquele povo, verificou que os flamengos só estudam francês na escola e, em geral, quando têm que falar em francês, fazem-no de má vontade. Tentara muitas vezes afastar aquela montanha de marginalização que a mantinha afastada das outras, mas em vão. O que poderia fazer por elas? Não lhe saía da memória o rosto da sua companheira Godeliève, cheio de tristeza. Naquela noite tinha-se retirado para o quarto sem tocar na comida.
A Lella tinha tentado segui-la, mas, ao chegar à porta do quarto, detivera-se, tímida e hesitante. Quisera bater... mas que palavras utilizar para se fazer compreender? Ficara ali alguns segundos. Depois, rendera-se uma vez mais.
Na manhã seguinte entrou na igreja e sentou-se lá no fundo, num dos últimos bancos. Escondeu a cara entre as mãos para ninguém ver as suas lágrimas. Ali era o único lugar onde não era preciso falar outra língua, onde nem sequer era necessário explicar-se, porque estava ali Alguém que compreendia para além das palavras. Foi a certeza daquela compreensão que lhe deu coragem. E, com a alma cheia de angústia, perguntou a Jesus: «Porque é que não posso partilhar com as outras a sua cruz e dizer aquelas palavras que Tu mesmo me fizeste compreender quando Te encontrei: que todos os sofrimentos são amor?».
E ficou diante do tabernáculo, quase à espera de uma resposta de Quem lhe tinha iluminado todos os vazios da sua vida.
Olhou depois para o Evangelho daquele dia e leu: «Tende confiança: Eu já venci o mundo!» (2). Aquelas palavras caíram como um bálsamo na alma da Lella, que sentiu uma grande paz.
Quando voltou para casa para o pequeno-almoço encontrou logo a Annj, que era a responsável pela ordem da casa. Cumprimentou-a e foi atrás dela até à dispensa. Depois, em silêncio, começou a ajudá-la a preparar o pequeno-almoço.
A primeira a descer do quarto foi a Godeliève. Vinha buscar o café à cozinha, à pressa, para não ver ninguém. Mas, naquele momento, parou: a paz da Lella impressionou a sua alma mais do que qualquer palavra.
À tarde, quando voltavam para casa, de bicicleta, a Godeliève aproximou-se da Lella e, procurando falar de maneira que ela compreendesse, sussurrou-lhe: «Não precisas de falar. Hoje a tua vida disse-me: "Ama tu também!"».
A montanha tinha-se deslocado.
«Em verdade vos digo: Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: "Muda-te daqui para acolá", e ele há-de mudar-se; e nada vos será impossível».
Chiara Lubich
Sexta-feira, 5 de Março de 2010
Reflexão do Dia
Na Transfiguração de Jesus, de que nos fala o Evangelho de hoje, o rosto do Senhor tornou-se resplandecente e a sua figura refulgiu, quando Ele «subiu ao monte para orar». Foi então que o Pai Se manifestou e revelou aos três acompanhantes de Jesus: «Este é o meu Eleito: escutai-O!» Já no Baptismo, no Jordão, o Pai Se revelara ao próprio Jesus, com as palavras: «Tu és o meu Filho muito amado; em Ti pus todo o meu enlevo» (Lc 3, 22). E também, na mesma cena do Baptismo, se lê que o céu se abriu e que Jesus ouviu a voz do Pai «no monte em que Se encontrava em oração, depois de ter sido baptizado».
Talvez só aos poucos, na oração, Jesus tenha tomado, progressivamente, consciência da sua filiação divina e da sua missão salvadora e redentora, e do tipo de Messianismo sofredor por que acabou por optar.
Em oração, devemos nós, filhos adoptivos, fazer a experiência da paternidade de Deus e da nossa condição de filhos amados e eleitos de Deus. Precisamos da experiência da Transfiguração, para sermos capazes de enfrentar, com os mesmos três Apóstolos ali presentes, as horas da Agonia, da Paixão e da morte, com Jesus Cristo, caminho inevitável para se chegar ao esplendor e à luminosidade cintilante da Ressurreição e da glória.
: estive a ler esta reflexão do dia e gostei, dai partilha-la convosco










