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...Um oásis que é a nossa vida!

A nossa vida não é se não um oásis, num deserto obscurecido pela emergência do querer viver muito além do aqui e agora ! As nossas vidas ...

sábado, maio 20, 2017

...Um oásis que é a nossa vida!

A nossa vida não é se não um oásis, num deserto obscurecido pela emergência do querer viver muito além do aqui e agora!
As nossas vidas são lugares de beleza! Em beleza, e pela beleza somos criados! Que nos falta afinal para sabermos viver em beleza?
Não é de estranhar a nenhum de nós, que queiramos viver plenamente realizados e satisfeitos com a vida, isto aliás é mais que compreensível e aceitável a qualquer comum dos mortais. O problema está sim na forma como levamos as nossas vidas, absorvidos, focados com aquilo que seremos, que teremos, que alcançaremos, no amanhã, e não damos conta que estamos assim a perder a beleza do aqui e agora! É emergente, sim é emergente, declinar-nos atentamente sobre os rumos que as nossas vidas estão a tomar na sociedade de hoje, é emergente que nós nos demos conta da emergência que há, em olhar com profundidade para os caminhos que estamos a trilhar. É emergente quebrarmos as barreiras que nos prendem nestas trincheiras a que chamamos vidas, e depois de quebradas e conscientes de que é nessa liberdade que habita o verdadeiro oásis que é de verdade a nossa vida, possamos enfim saber tomar o trilho, nem sempre é certo o mais aprazível, e tomarmos a ousadia de ir em busca desses lugares de beleza que são as nossas vidas! O papa Francisco dizia-nos há tempos que há que saber fazer das nossas vidas lugares de beleza! Pois bem, é isto mesmo, tão simples e tão fácil de alcançar mas tão difícil quanto a vontade que temos deste querer! A sociedade de hoje vai forjando-nos sem que se quer demos conta disso, vai moldando-nos ao seu jeito cada vez mais salgado e ressequido, tornando-nos sem que tenhamos sequer dito que sim a isso, terra fatigante e infecunda onde já mais poderá germinar a verdadeira beleza que é a nossa vida!
Ah como é emergente, emergente redescobrir este oásis que é a nossa vida, reconhecermos de uma vez que poderemos viver somente o aqui e agora, na certeza de que “ainda que eu passe por vales tenebrosos, nada temo, porque Tu, Senhor estás comigo!”

Somos homens de pouca fé! Homens saídos de uma forja, onde o aqui e agora, nada mais é que um estado de passagem para o que seremos amanhã…Homens que vivendo o aqui e agora focados nesse amanhã que poderá nem existir, perdem a verdadeira beleza das suas vidas no aqui e agora!...Mas e afinal, que nos é mais preciso ver para crer, que a vida não é mais que um oásis num deserto, onde é preciso tão pouco, mas tão pouco para o tornar um verdadeiro lugar de beleza…

Telmo Ferreirinho Seco
20/05/017

sábado, fevereiro 11, 2017

Ser não basta somente ser, é preciso saber verdadeiramente ser!

O tempo anda chuvoso, frio e instável. Nada de anormal a época de inverno que estamos a viver!
Tal como este tempo, estão também grande parte das nossas vidas! Inconstantes, frias e instáveis por um tempo que anda chuvoso.  O homem no hoje é confrontado constantemente pela incerteza, a incerteza de ser, e a certeza da incerteza do saber verdadeiramente ser!
Escreveu Frei Maria Rafael que “tudo passa…, o homem envelhece, e por fim, morre. Eis a única verdade”, e esta é verdadeiramente a verdade mais inquestionável de um ser! E sobre esta verdade deveremos pois nos questionar e debruçar a cada dia. Direi mesmo, sobre esta deveria assentar o nosso quotidiano.
Deveria partir desta verdade a construção daquilo que somos, daquilo que é o nosso ser, é desta que é emergente embeber o espirito que construirá e tornará solido o nosso ser. Porque vivemos num tempo instável, vivemos um tempo de supérfluo, um tempo cheio de tudo e de nadas, onde banalizamos a essência do nosso ser, descredibilizando a responsabilidade salutar que temos em não ser somente, mas antes saber ser!
Se dos nadas que constroem as nossas vidas, se dos nadas que tornamos a essência das mesmas, dessemos lugar a verdadeira essência do ser, como belo se tornaria a vivencia do nosso dia a dia!?
Se tomássemos em nós a preocupação de saber ser, e não somente ser! Quantas vezes já paramos para pensar sobre isto? São questões tão simples, mas tão assustadoras! Assustadoras porque saber verdadeiramente ser, exige esforço, mudanças e querer verdadeiramente, e isto custa, sim custa imenso. E nós não estamos predispostos a tudo isso. E porque? Porque afinal de contas e muito mais fácil somente ser, que saber verdadeiramente ser!
Mas é importante sabermos reconhecer que em tudo na nossa vida facilmente dizemos que queremos ser, (ai eu quer ser!... ei eu sou!...) mas e quantas vezes sabemos ir além do querer ser!?

Telmo Ferreirinho Seco


segunda-feira, fevereiro 06, 2017

Porque de fome morreremos um dia, porque de fome morrem velhos hoje!?

Porque de fome morreremos um dia, porque de fome morrem velhos hoje!?

Morreremos de fome, e disso ninguém se dará conta! Morreremos enfezados fruto dessa mesma fome, sem que ninguém se tenha apercebido, morreremos enfim tomados de uma fome que não imaginamos nem desejamos nunca conhecer.
A sociedade, a nossa sociedade, é cada vez mais um centro de velhos famintos, um refugio a céu aberto de homens e mulheres em fim de vida que morrem de fome! Uma fome nua, tão invisível e já tão constante e usual que não nos damos conta, e quando damos fechamos os olhos a essa mesma realidade!
As vítimas, são homens e mulheres em fim de vida. Homens e mulheres que para trás deixaram vidas carregadas de sonhos, sonhos que muitas vezes não se concretizaram, não porque antes desses o de outros se lhes antepunham, o de outros pelos quais muitas vezes deram muito mais que aquilo que possuíam.
São mães e pais, tios, avós, parentes e até simples velhos conhecidos, não importa mais quem são, importa apenas saber hoje, que são eles as personagens principais destas intangíveis histórias de gente que morre de fome! Gente que invariavelmente por este caminhar seremos nós num amanhã!
Quantos destes não conhecemos nós? Quantos destes não vivem bem ali ao nosso lado? Quantos destes não alimentamos também nós nessa sua fome? E a quantos nos dispomos nós a matar essa sua fome?
A fome é uma carência! Adianta-nos o dicionário que é uma carência de alimentos. Mas a fome que aqui falo não se trata dessa fome de alimentos, tratasse sim de uma fome de afectos!
Afetos! Aqueles que qualquer ser neste mundo pode nutrir e inevitavelmente sente necessidade de receber!
Cada vez mais a nossa sociedade envelhecida morre de fome! Fome de afectos!
Uma vez chegados a velhos, a vida fica-nos para trás, e com ela tudo quanto sonhamos, tudo quanto demos, tudo quanto esperamos um dia receber… E aí velhos, não passaremos disso mesmo! Não nesta sociedade, nesta sociedade onde cada vez mais o outro é visto como um mero objecto.
Não nesta sociedade onde cada vez mais se valoriza o eu, e se esquece o outro. Não nesta sociedade onde o outro é velho e por o ser somente tem já a morte a sua espera.

Não! Não pode, não pode esta nossa sociedade, não podemos nós permitir que os velhos de hoje morram de fome de afectos! Porque se o permitirmos hoje teremos que nos consciencializar que seremos nós os velhos de amanhã a morrer de fome!

Telmo Ferreirinho Seco



quinta-feira, fevereiro 02, 2017

...Um tempo de asfixia contrabandeada!

Vivemos um tempo de asfixia contrabandeada! Numa asfixia onde somos contrabandistas do tempo!
O tempo hoje é de modo geral sinonimo de asfixia, o hoje não tem tempo, e o tempo esse vive asfixiado pelo hoje!
E em toda esta asfixia de tempo e de hoje nós somos contrabandistas! Contrabandistas porque vivemos galopantes no tempo, no hoje, vivemos que é como quem diz! No fim de contas não sei, não saberemos mais se isto afinal é viver!
 Hoje tudo se asfixia! Se de manhã escutamos o relógio tocar, logo se nos asfixia a mente pela afirmação impetuosa de um recomeçar iminente e emergente de um novo dia. E logo ai iniciamos a nossa carreira de contrabandistas desse dia!
A turbina se agita! Logo depois corremos fervorosos e asfixiados pelo tempo, em gestos já banais e corriqueiros que nem sequer ousamos questionar o seu porque, nem ao menos porque assim acontece. Ao trabalho chegamos invariavelmente tarde, apressados, cansados, com um sentimento já de asfixia por aquilo que nos espera! E assim, em pequenos ou grandes gestos dos quais não nos damos conta, acabamos por asfixiar todos quantos se cruzam pelo nosso caminho durante este hoje. Um hoje que se de tempo asfixiado se iniciou, de tempo asfixiado se vivera!
Um hoje no qual nós contrabandistas desse tempo, procuramos a sabedoria emergente do saber desdobrar esse tempo em duas, ou muitas mais vezes, tantas quanta a asfixia que temos em nós e não cabe nesse tempo que temos para contrabandear!
Eis que se não, após todo esse tempo de já longa asfixia laboral, onde contrabandistas fomos desse mesmo tempo, esse que não soubemos aproveitar, frutificar e dele edificar, esse mesmo tempo onde por vezes nem oportunidade demos para sentar a mesa e ai sem asfixia alimentarmos este corpo de contrabandistas, eis que este chega à mais um fim de um hoje. Um hoje que foi igual, ou tão idêntico a um ontem. Um hoje onde como ontem não nos disponibilizamos a deixar de contrabandear esta asfixia do tempo!
Um hoje, onde apesar de toda a asfixia que sentimos como ninguém, não ousamos sequer questionar, quanto menos tomar o propósito de mudança.
Mas certeza apenas nos fica, a certeza de que ao voltar a reclinar a cabeça no fim deste dia, tomaremos sobre nós o peso desta asfixia, do qual o nosso corpo é contrabandista do tempo! Este tempo que por mais que asfixie este corpo, já mais este corpo conseguirá contrabandear o tempo! O tempo esse, que para um hoje conta apenas com um hoje!
Um tempo onde nós teremos ainda que aprender a viver sem estarmos asfixiados, um tempo onde teremos ainda que aprender a deixarmos de contrabandear esse tempo. Porque o tempo é esse que conhecemos, por muita ou pouca asfixia que tenhamos. A diferença esta somente na forma como estamos nós dispostos a vive-lo, asfixiados contrabandeando ou simplesmente vivendo a liberdade do tempo!
E isso apenas nos cabe a nós!

Telmo Ferreirinho Seco
Alcáçovas, 2 de Fevereiro de 2017

segunda-feira, novembro 14, 2016

Quem disse que amar tem significado?

É loucura aquilo que sinto
é verdade e não minto
pois nada há para negar
só Deus terá essa razão
de porquê anda meu coração
louco por te amar!

E que venham com conversas
meu mundo virou das avessas
isso sei e tenho a certeza
que estou perdido de paixão
e correspondido ou não
meu mundo virou beleza

Quem estou amando sabe bem
que é esse meu outro alguém
por quem estou apaixonado
e se sou ou não correspondido
e se por amar terei cometido
fortemente algum pecado!?

Que se intriguem a vontade
vivo este amor em liberdade
porque amar não é crime,
e façam o que fizerem
e digam o que quiserem
amar é sentimento tão sublime

Não vivo preso a mais ninguém
se não somente a este alguém
que faz cintilar o meu olhar
porque nunca antes pensei
e igualmente nunca saberei
porque vivo somente pra amar!

E tu que sabes a quem escrevo
o quanto destemido me atrevo
para te dizer o quanto te amo
só tu conheces esta expressão
de quando deste meu coração
amor infindo por ti derramo

Que me importa o céu ser azul
e o sol brilhe mais a sul
se tu és somente a minha luz
a estrela a cada um dos meus dias
razão única das minhas alegrias
ser único que me seduz


Telmo Ferreirinho Seco
14 de Novembro 2016



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