A I leitura é do Livro de Job e assenta muito sobre a frase “Aqui se quebrará a altivez das tuas vagas”
Leitura:
O Senhor respondeu a Job do meio da tempestade, dizendo:«Quem encerrou o mar entre dois batentes,quando ele irrompeu do seio do abismo,quando Eu o revesti de neblinae o envolvi com uma nuvem sombria,quando lhe fixei limites e lhe tranquei portas e ferrolhos?E disse-lhe:‘Chegarás até aqui e não irás mais além,aqui se quebrará a altivez das tuas vagas’».
Palavra do Senhor.
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Salmo 106 (107),
Refrão: Dai graças ao Senhor,
porque é eterna a sua misericórdia.
Ou: Cantai ao Senhor,
porque é eterno o seu amor.
Os que se fizeram ao mar em seus navios,
a fim de labutar na imensidão das águas,
esses viram os prodígios do Senhor
e as suas maravilhas no alto mar.
À sua palavra, soprou um vento de tempestade,
que fez encapelar as ondas:
subiam até aos céus, desciam até ao abismo,
lutavam entre a vida e a morte.
Na sua angústia invocaram o Senhor
e Ele salvou-os da aflição.
Transformou o temporal em brisa suave
e as ondas do mar amainaram.
Alegraram-se ao vê-las acalmadas,
e Ele conduziu-os ao porto desejado.
Graças ao Senhor pela sua misericórdia,
pelos seus prodígios em favor dos homens.
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Já a II leitura, da II carta aos Coríntios de São Paulo; exalta mais uma vez a grandeza que é Deus ao dizer numa das frases que podemos destacar: “Tudo foi renovado”
Leitura:
Irmãos:O amor de Cristo nos impele,ao pensarmos que um só morreu por todose que todos, portanto, morreram.Cristo morreu por todos,para que os vivos deixem de viver para si próprios,mas vivam para Aquele que morreu e ressuscitou por eles.Assim, daqui em diante,já não conhecemos ninguém segundo a carne.Ainda que tenhamos conhecido a Cristo segundo a carne,agora já não O conhecemos assim.Se alguém está em Cristo, é uma nova criatura.As coisas antigas passaram: tudo foi renovado.
Palavra do Senhor.
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O Evangelho de São Marcos 4, 35-4, asenta todo ele sobre uma frase que exalta toda a grandeza de Deus “Quem é este homem, que até o vento e o mar lhe obedecem?”
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
Naquele dia, ao cair da tarde,Jesus disse aos seus discípulos:«Passemos à outra margem do lago».Eles deixaram a multidãoe levaram Jesus consigo na barca em que estava sentado.Iam com Ele outras embarcações.Levantou-se então uma grande tormentae as ondas eram tão altas que enchiam a barca de água.Jesus, à popa, dormia com a cabeça numa almofada.Eles acordaram-n’O e disseram:«Mestre, não Te importas que pereçamos?»Jesus levantou-Se,falou ao vento imperiosamente e disse ao mar:«Cala-te e está quieto».O vento cessou e fez-se grande bonança.Depois disse aos discípulos:«Porque estais tão assustados? Ainda não tendes fé?»Eles ficaram cheios de temor e diziam uns para os outros:«Quem é este homem,que até o vento e o mar Lhe obedecem?»
Palavra da salvação.
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Reflectindo sobre a liturgia!
"Não sei como é que Deus permite que aquela pessoa sofra tanto!"; "aquela pessoa não merecia sofrer tanto..."; "que mal fiz eu a Deus para sofrer tanto?!"... São expressões que todos nós já ouvimos ou mesmo pronunciamos. O mesmo se passa com Job, que desabafa o seu duro sofrimento: “recebi em herança meses de desilusão”(ver 1ª Leitura). Deus não ignora o nosso sofrimento. Contudo, também não temos uma resposta plena para este grande mistério. O que podemos ter a certeza é que Deus nos ama a cada um indistintamente e quer para cada um de nós a felicidade, ainda que à primeira vista possa parecer ilógico aos nossos raciocínios. Prova disso é que Jesus realizou, realiza e realizará milagres em favor de toda a humanidade. E fá-lo com dois objectivos: ou para premiar a fé ou para provocar a fé, mas sempre no contexto e com a orientação do anúncio da mensagem do Evangelho: "Vamos a outros lugares, às povoações vizinhas, a fim de pregar aí também, porque foi para isso que eu vim" (ver Evangelho).Queixámo-nos com frequência de que Deus está ausente ao drama do ser humano, que Deus está longe e que é indiferente ao homem e à mulher, que Deus permitiu aquela grande catástrofe, que Deus podia ter evitado os ataques terroristas na América em 2001. Mas, por outro lado, queremos que Deus não interfira na nossa vida, pois a sua doutrina limita a nossa liberdade, queremos extinguir os crucifixos das escolas e dos hospitais, temos medo de testemunhar e de nos afirmarmos como cristãos, somos indiferentes quando nos “atacam” os princípios cristãos que defendemos… Não esqueçamos: “ai de mim se não evangelizar” (ver 2ª leitura). Eis o grande imperativo em que qualquer cristão está inserido. Não sejamos tíbios nem indiferentes nem detentores de um conjunto de verdades mas, pelo testemunho de vida, sejamos este “alarme” que está activo vinte e quatro horas por dia, tendo consciência de que somos fracos, mas que é pela nossa fraqueza e com a fraqueza dos outros que, todos juntos, nos tornamos fortes.
Retirado do site Capela de Sto Isidoro.